sábado, 20 de março de 2010

VOLTA AS AULAS NA ACADEMIA DESAFIO



Começaram na última quinta-feira(18) as aulas de capoeira no Projeto Amigos do Esporte, da Fundação Desafio Amazônico. As aulas estavem suspensas desde 15 de fevereiro por motivo de reformas na área de treinamentos, os alunos foram recepcionados pelo Monitor Passarinho e por sua irmã Margarida, houve treino, aula de instrumentos, maculelê e roda.
Dias: 3ª 5ª e Sábados
Horário: 19h às 20h15
Contatos: 9143 9196

sexta-feira, 12 de março de 2010

PASSARINHO É VICE-CAMPEÃO DE JIU JITSU NO AMAPÁ


O atleta Jefferson Santos(Passarinho) conseguiu sagrar-se vice-campeão do Super Amapaense de jiu-jitsu na categoria Master. Passarinho representou a equipe Frankiko Team de Jiu-Jitsu, acompanhado de mais 8 atletas.
A competição aconteceu no dia 07 de março de 2010 no ginásio da Polícia Militar do Amapá, contou com a participação de mais de 500 competidores.
Segundo seu professor conhecido na modalidade como Macarrão "As disputas foram bastante acirradas e por pouco Passarinho não conseguiu o primeiro lugar". Mas para ele o vice-campeonato é um resultado ótimo, uma vez que havia bons lutadores de todo o estado, declarou.
Os atletas foram recepcionados na tarde da segunda-feira, 09, na Academia Nocaute Team.
Passarinho também é Monitor de Capoeira do Raízes do Brasil no Amapá.

segunda-feira, 1 de março de 2010

PROJETO ABRE NOVAS TURMAS DE CAPOEIRA

Através do Programa Amapá Jovem, idealizado pelo governo do estado do Amapá, o Centro Cultural de Capoeira Raízes do Brasil em Macapá, iniciou no dia 01 de março de 2010, uma nova turma com aproximadamente 50 alunos entre 16 e 29 anos, o projeto é desenvolvido na Escola Estadual Deusolina Salles Farias, no bairro do Pacoval, nas 2ª 4ª e 6ª feiras, das 08h às 10h da manhã, sob coordenação de Jeniffer Santos(Margarida) e supervisão de Jefferson Santos (Passarinho).
Informações: rdbamapa@gmail.com

sábado, 30 de janeiro de 2010

MARGARIDA REPRESENTA O AMAPÁ EM SIMPÓSIO DE CAPOEIRA NO CEARÁ


Jeniffer Santos, conhecida na capoeira como Margarida foi a representante do Amapá no I Simpósio e X Batizado de Capoeira Raízes do Brasil realizado de 20 a 23 de janeiro na cidade de Crateús, estado do Ceará. A programação contou com palestra de Mestre Tucano, Curso prático de Maculelê e curso técnico de capoeira.Além de Rodas e o Batizado. A realização é da Filial Raízes do Brasil no Ceará, coordenado por Monitor Batata e contou com participantes de vários estados do Brasil, Minas Gerais, Piauí, Maranhão e a nossa representante do Amapá, Margarida. Parabéns pelo esforço e dedicação!.
Na foto: Margarida, Monitor Batata e na esquerda Mestre Tucano.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A MANDINGA OU MALÍCIA


"Nêgo véio mandinguêro dá um risu a todumundu mais é brabo i veiaco cum mulequi i vagabundu". Nesta parábola, vê-se muito bem onde se esconde a mandinga de um velho capoeira. É de sorriso em sorriso que ele arma seu jogo e faz hora com o adversário dentro da roda. Não é só no jogo de Angola que existe mandinga, na Regional também existe e muita. A mandinga ou malícia é o jeito que cada um cria de jogar a capoeira e de lidar com seu adversário dentro da roda. Uma finta de movimento, um faz que vai e não vai, um floreio de mão, uma esquiva para um lado ou para o outro, tanto faz o tipo de "segredo" que o jogador vai usar, são todos movimentos imprevisíveis, feito um gato andando em cima de telhas, nunca se sabe para onde ele vai pular. A mandinga é "a carta na manga" que o capoeirista usa para testar seu adversário e para ver até onde ir com o jogo, se aperta ou deixa correr folgado. Também faz parte da mandinga a reza que o capoeira faz antes de iniciar o jogo, é o momento de concentração que ele tem para planejar seu jogo, ninguém sabe o que o capoeirista diz quando se abaixa ao pé do berimbau, além de pedir proteção contra os eventuais acidentes ele também dá uma boa mandingada alí, naquele momento que para ele é sagrado e cheio de segredo. Outra coisa que poucos entendem dentro da roda de capoeira são os trejeitos de rosto e de corpo que o jogador faz para o seu adversário, é aí que ele camufla todas as partidas para seus movimentos de ataque e de defesa, ou seja, quando o adversário pensa que ele vai fazer um movimento, ele muda a queda do corpo e de repente faz um outro movimento completamente saindo do ataque de um lado e atacando de outro lado pelas costas. É na camuflagem de movimentos que está toda a "malandragem" do jogo. É por isso que se diz: "QUEIM DROMI IM CASA DUS ÔTRU NUM FÊXA US ÓIU, CONTA AS TÊIA!". Isso quer dizer que, ARVE GRANDI PODI TÊ MACACU VÉIO NUS GÁIU. Entendeu? Não?!!!!!!!..

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A PUXADA DE REDE



O ritual "Puxada de Rede", demonstra a pesca com a rede, de um peixe conhecido como xaréu (peixe encontrado no Nordeste do país). O trabalho, é muito árduo, mas como todo trabalho do negro baiano, é bastante recheado com poesia, religiosidade e música.

Conta a lenda que em uma certa noite de lua cheia, um pescador, decide ir pescar em alto mar . Ao se despedir de sua mulher, ela lhe avisa dos perigos de se pescar á noite e pede para que ele não vá.

Mesmo assim ele decide ir, deixando sua esposa e filhos agoniados. Leva consigo a imagem da Nossa Senhora dos Navegantes, a benção divina e seus amigos e companheiros de trabalho. Sua esposa fica á beira da praia esperando o seu retorno. Ela se assusta como o retorno mais cedo do que o esperado do barco, com seu tripulantes todos tristonhos e alguns chorando, mas não vê seu marido e o procura desesperadamente .

Ao desembarcar, os pescadores a contam que num descuido o marido dela havia caído no mar e devido a escuridão não foi possível encontrá-lo. Pela manhã, quando os pescadores desanimados com o acontecido, vão puxar a rede, e acabam encontrando o corpo do amigo pescador.

Devido a situação precária em que eles viviam, não foi possível comprar um caixão para poder fazer o enterro e a procissão foi feita com ele nas costas.



* Foto do XII Encontro das Américas e Europeu 2009 em Brasília - Raízes do Brasil

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A CRIANÇA E A CAPOEIRA


A criança se identifica com a capoeira de uma forma muito espontânea, podemos perceber como gestos do cotidiano mostram bem que eles são capoeiristas desde a tenra idade, por exemplo, no processo de maturação mesmo, onde através do cruzar entre membros superiores e inferiores no engatinhar e andar, assim como na própria ginga! Nos rolamentos, esquivas de objetos, ou mesmo se colocar por baixo de mesas ou obstáculos que poderiam ser pernas meia-luas (chute giratório com apoio das mãos no solo).
Percebemos na educação infantil, se o profissional tiver uma metodologia adequada, compreendendo a carência de concentração, e objetivando principalmente o esquema corporal, terá êxito. Já no ensino fundamental, pode se exigir mais devido à idade, mas lembrando sempre o poder cooperativo que a capoeira oferece, restringindo o contato físico em de repente apenas se limitar em abraços e apertos de mãos. Enfatizando a cooperatividade da capoeira, sua história de conquistas, onde sempre os escravos deram as mãos, fundaram quilombos, comunidades com ideais de liberdade e igualdade, e os precursores que difundiram estilos e metodologias para que a arte hoje estivesse inclusive nas escolas, sendo uma ferramenta poderosa para a formação corporal e do caráter de crianças.

Benefícios como lateralidade, coordenação motora fina, grossa, dinâmica, ritmo, noções de equilíbrio, força e flexibilidade são aplicadas naturalmente com os movimentos e a musicalidade que a capoeira envolve, hoje em dia devido à tecnologia e a comodidade em que o cotidiano infantil exige, onde a criança vive em seu quarto, e através de controles remotos de tv, dvd, videogames, e seu computador, ocupam seu tempo assim, sem se quer se levantar, e não desenvolve seu tônus(resistência), dificultando suas funções motoras, aumentando a obesidade. Na contra mão, as crianças residentes em bairros mais carentes, tem a coordenação e seu tônus bem desenvolvidos, porém correm sérios riscos se tiverem ensinamentos da eficácia de golpes com o contato físico, e uma formação do educador errônea, possibilitando a eles uma fora de "luta"e não de "esporte", pra que a capoeira pudesse ser um meio de violência, o que não podemos permitir, proporcionando a nossos educandos os valores humanos e revigorar a postura do

Mestre, ou Educador, responsável e um exemplo-espelho a eles. Uma referência, que em muitas ocasiões eles não possuem.

Márcio R. dos Santos
Pós Graduado em Treinamento Desportivo e Individualizado.